Mineirim brincando de antônimo

Prá discontrai um cadim…

– Ô, Zé! Vâmu brincá di antônimo?

– O que c’ocê falô???

– Brincá di antônimo, sô! Qué dizê, uma coisa contrária da ôtra!

Purixemplu: arto e baxo, forte e fraco…

– Ah, intindi! Intão, vâmu brincá!

– O que vai valê?

– Uma cerveja… Eu cumeço, tá?

Começaram a brincadeira:

– Gordo?

– Magro!

– Hômi?

– Muié!

– Preto?

– Branco!

– Verde?

– Verde? Nada disso! Verde é cor, num tem antônimo, não!

– Craro que tem!

– Intão ixprica, sô!

– Maduro!

– Ai, caraca! Pirdi a aposta! Vâmu di novo, valendu ôtra cerveja?

Mas

dessa veiz ieu cuméçu!

– Pódi cumeçá!

– Saúde?

– Duença!

– Moiádo?

– Seco!

– Agora ocê vai silascá, sô fidumaégua! Qué vê só?

– Fumo?

– Não, não! Peraí, peraí… fumo num tem antônimo!!!

– Craro qui tem, uai!

– Intão, diz aí, qualé o antônimo de fumo?

– Vortemo!

Fonte: Revista The Lion edição 297 (PDG José Aristóteles Falcão, Recife, PE, Distrito LA-3) ed. 297

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