Conflito de terras em Apiacás deu já em morte de um ex-escrivão da Polícia Civil.

Eraldo 10-06-14

Foto de arquivo do Jornal O Porto da época do Eraldo vereador presidente do legislativo de Apiacás.

 

 

Conflito de terras em Apiacás deu já em morte de um ex-escrivão da Polícia Civil.

O Fato ocorreu dia 24 de maio conforme Boletim de Ocorrência nº 105/2014 da Polícia Militar.

Vítima do homicídio: Eraldo Bordião Penafiel, de 57 anos. Ele estava aposentado e mora em Alta Floresta, mas ultimamente estava prestando serviço de segurança para fazenda em Apiacás, que alega ser dona das terras.

Na área tem vários posseiros, e com isso o conflito fica iminente.

Dia 24/05 no período da manhã, o Delegado de Apiacás Dr. Carlos foi avisado do homícidio, o local por ficar a quase 100 km  da cidade e estrada com trechos ruíns, o Delegado solicitou apoio de Alta Floresta. A tarde deslocaram pra lá e chegaram com o corpo na madrugada do dia 25/05. O corpo foi alvejado por 3 tiros de arma de fogo, possivelmente de espingarda calibre 12.

Segundo informação do Delegado, a vítima estava andando sozinho numa picada a uns 400 metros da casa (posto de serviço).

Consta no boletim, Gleba Raposo Tavares, e o Delegado menciona a Fazenda CR Almeida – no município de Apiacás.

Esssas terrras parece estar em área índigena, atualmente em demanda no estado brasileiro. Cabe agora o Estado identificar os verdadeiros donos para diminuir as contendas.

A vítima Eraldo, estava com aproximadamente 6 companheiros de segurança, um deles ouvindo os tiros localizou o corpo e avisou as autoridades.

A vítima Eraldo prestou seus serviços  no Judiciário em Apiacás há muitos anos, como escrivão da Polícia Civil, era pioneiro  de Apiacás. Foi eleito vereador em Apiacás na gestão do finado Vaner Mechi (1997/2000). Foi presidente da câmara nos primeiros 2 anos da gestão.

Segundo o Delegado Dr. Carlos o suspeito do homicídio esta à apurar, a Polícia Civil está ouvindo pessoas, requisitando perícias e realizando deligências para concluir o inquérito.

Alguns populares e amigos avisou o Eraldo do risco que estava correndo em prestar segurança, uma vez que já estava aposentado e podia só curtir a vida. Mas ele não compreendeu o recado.

Esse fato lembra o Sargento Antenor (da Polícia Militar) que depois de aposentado, resolveu prestar esse tipo de segurança, acabou perdendo a vida com outros companheiros na Vila Mutum.

Agora é ver como o estado vai ajudar a resolver a situação.

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