15 de outubro de 2019

Réu é condenado a mais de 47 anos pelo assassinato de procuradores Saint’Clair

Após 15h de julgamento, o réu confesso José Bonfim Alves Santana foi condenado a 47 anos e três meses de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado dos patrões e procuradores Saint’Clair Martins Souto e Saint’Clair Diniz Martins Souto, que são e pai e filho, em setembro de 2016.

Ele foi levado a júri popular, que reconheceu os crimes, na tarde desta terça (6), no Fórum de Vila Rica (1.259 km a nordeste de Cuiabá). O juiz Ivan Lúcio Amarante, que presidiu todo o julgamento, foi quem estipulou o montante das penas. Depois de cumprir a pena em prisão, ele deve ficar um ano e seis meses de detenção, além de cumprir o pagamento de 60 dias de multa.

Contra o procurador pai, que tinha mais de 60 anos, José pegou 25 anos e 10 meses de reclusão. Já por ter matado o filho, ele pegou uma pena 19 anos e 5 meses. No total, ele recebeu também 2 anos e 20 dias de reclusão por ter ocultação de cadáver.

José ainda foi condenado por fraudar o processo judicial. O gerente alterou o estado da camionete pertencente ao pai procurador. Segundo o Ministério Público, o objeto era induzir o juiz ou perito ao erro. Por isso, ele recebeu uma pena de 5 meses de detenção e 20 dias de multa.

Diante do júri, José confessou os crimes de homicídio e porte ilegal de arma. Mas não reconheceu os crimes de ocultação de cadáver e fraude processual. Ele permaneceu em silêncio durante o interrogatório e não respondeu a nenhuma pergunta de acusação ou dos jurados.

Santana era gerente da Fazenda Santa Luzia, propriedade dos procuradores, na zona rural de Vila Rica. Ele estava negociando gado das vítimas e se apropriava dos valores das vendas. Em setembro de 2016, pai e filho chegaram de à propriedade rural e perceberam ausência de animais. O gerente ficou com medo de descobrirem as fraudes e, por isso, cometeu os assassinatos.

O júri foi composto por sorteio. Entre os 35 cidadãos convocados – 25 alistados e 10 suplentes –, sete foram sorteados e consultados se querem participar ou não do julgamento. Após isso, entram os agentes participativos do júri.

Participaram os promotores Eduardo Antônio Ferreira Zaque, de Vila Rica, e Marcelo Rodrigues Silva, de Porto Alegre do Norte, os advogados assistentes de acusação Elizabeth Diniz Martins Souto (mãe e viúva das vítimas) e Mário Alves Ribeiro, os advogados do réu, Oswaldo Augusto Benez dos Santos e Thiago Augusto Gomes dos Santos, além de autoridades.

Fonte: RD NEWS (07-08-19)

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