PR manobra para ajudar a salvar Cunha na CCJ

Cunha 08-06-16O PR colocou como suplentes da CCJ os deputados Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP), substituindo-os pelos deputados Laerte Bessa (DF) e Wellington Roberto (PB)

Em uma manobra para ajudar a salvar o mandato do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o PR substituiu dois integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) para garantir um posicionamento favorável ao peemedebista.

A comissão é importante porque nela está sendo analisada uma consulta, relatada pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), que vai definir se o plenário da Câmara pode votar o pedido de cassação de Cunha mesmo se o Conselho de Ética aprovar somente uma suspensão de três meses contra ele. Lira defende que o plenário só pode votar a punição que for aprovada no conselho, sem mudar para uma punição mais grave.

O PR colocou como suplentes da CCJ os deputados Jorginho Mello (SC) e Paulo Freire (SP), substituindo-os pelos deputados Laerte Bessa (DF) e Wellington Roberto (PB), ambos integrantes da tropa de choque de Cunha no Conselho de Ética.

A mudança provocou protestos na CCJ, inclusive do próprio Jorginho. “Só quero lamentar a minha substituição como titular dessa comissão, que foi feita sem eu saber, fiquei sabendo hoje [quarta]. Deve ser porque penso contrariamente ao deputado Lira, então meu partido me sacou da comissão. Então quero lamentar isso aqui”.

As críticas à manobra uniram a deputada Maria do Rosário (PT-RS) ao deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), que concordaram sobre o assunto. Aleluia disse que a Câmara “está sendo aviltada”. “Estamos assistindo um espetáculo de troca de membros para aprovar uma consulta que tem um único objetivo: impedir que o plenário se manifeste. Nunca vi uma consulta da mesa da Casa para impedir que o plenário se manifeste”, afirmou o deputado.

Caso a consulta seja aprovada na CCJ e o Conselho de Ética aprove uma punição mais branda a Cunha, isso vai garantir que o plenário vai apreciar somente a punição branda, sem possibilidade de reverter o entendimento do conselho e cassar Cunha.

O peemedebista é alvo de processo de cassação sob acusação de ter mentido aos pares ao negar ter contas no exterior, já que o Ministério Público da Suíça detectou quatro contas ligadas a ele e à família. A defesa do deputado argumenta que as contas estão em nome de trusts, entidades usadas para administrar patrimônio de terceiros, e por isso não são dele. Com informações da Folhapress.

Fonte: Notícias ao minuto (08-06-16)

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