Membros do PMDB ainda resistem em deixar cargos

PMDB DEIXA GOVERNO Partido decidiu entregar cargos.

PMDB DEIXA GOVERNO
Partido decidiu entregar cargos.

Edição do dia 31/03/2016

Atitude dificulta distribuição de ministérios que serão oferecidos a aliados.
Dilma exonera afilhados políticos que ocupam outros cargos.

Gioconda Brasil – Brasília

Dois dias depois do rompimento com o governo, seis ministros do PMDB ainda permanecem no cargo. São eles: o da Saúde, Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, Aviação Civil e Portos e Agricultura. O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que teve alta hoje do hospital depois de um tratamento contra o câncer, afirmou continuar com o governo. “O PMDB não vai sair assim, está lá ainda. Os ministros estão todos lá e vão demorar para sair”, relatou o governador.

Para o deputado Lúcio Vieira Lima, do PMDB da Bahia, a saída é uma questão de tempo. Mas quem ficar e descumprir a determinação do partido para entregar as pastas poderá ser punido. “Licença do partido? Neste caso não, porque a decisão do diretório foi a entrega imediata de todos os cargos e o desembarque do governo, então qualquer outra posição está descumprindo a decisão”, afirma. “Se você cumpre uma resolução do diretório logicamente está sujeito às punições”, completa o deputado.

Novos ministérios
A falta de desapego dos membros do PMDB não estava prevista. Nem pelo partido, nem pelo Palácio do Planalto. Dessa maneira, empaca a distribuição dos ministérios que o governo precisa oferecer para outros aliados e, assim, conseguir votos contra o impeachment na Câmara. Enquanto não define se pede ou não os cargos dos ministros do PMDB, a presidente Dilma Rousseff vai abrindo espaço no governo de outra forma: exonerando afilhados políticos do partido que ocupam cargos fora do primeiro escalão.

Conforme publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (31), o diretor-geral do Departamento Nacional de Obras contra a Seca e da Companhia Nacional de Abastecimento, ambos indicados pelo PMDB, foram demitidos.

O dinheiro das emendas, recursos que os parlamentares indicam para obras nos estados, foi poupado do contingenciamento, ou seja, pode ser liberado a qualquer momento. São cerca de R$ 6 bilhões, que, para o líder do PPS, terão um destino certo: comprar votos contra o impeachment.

Os movimentos dentro e fora da Câmara são para conter ou avançar no apoio ao impeachment. O deputado Henrique Fontana está em campo para tentar convencer os indecisos e diz que o impeachment não passa.

A coordenação do movimento pró impeachment se reuniu hoje para mapear os votos e calcula que tem 330 dos 342 necessários para afastar a presidente Dilma.

Fonte: G1.com.br

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