22 de fevereiro de 2020

Indea atende casos de raiva bovina em Apiacás e monitora propriedades

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea) está acompanhando duas propriedades em Apiacás, cerca de 160 km de Alta Floresta após detecção de caso de raiva em bovinos. Um foco foi notificado no final do ano de 2019 ao instituto, após resultado positivo do material coletado para exame de um bovino.

Outro caso acorreu no dia 10 de Janeiro deste ano, o instituto realizou o atendimento à propriedade após um produtor informar que um bezerro estava com os sintomas neurológicos.

Anselmo Loose, chefe local do Instituto na região de Alta Floresta disse a reportagem da Progresso FM que o animal passou por um período de observação e acabou morrendo três dias depois, sendo necessário encaminhar o material para exames que foi confirmado posteriormente.

O proprietário foi notificado a vacinar todo o rebanho bovino contra raiva. A Vigilância Sanitária do município também foi informada para acompanhar as pessoas que vivem e trabalham na propriedade e realizar a vacinação dos animais domésticos (cães e gatos).

Em torno de 230 propriedades no primeiro foco divisa de Apiacás com Nova Monte Verde e 130 no segundo foco, num raio de 12 quilômetros do local onde houve o caso de raiva receberam a visita de técnicos do Indea e não identificados novos focos de raiva na região. Os proprietários foram notificados a vacinar o rebanho bovino contra a raiva. Todas as propriedades já realizaram a primeira dose da vacina e outras estão administrando a segunda dose.

Raiva herbívora

A doença atinge todos os mamíferos e animais silvestres. O principal transmissor da raiva é o morcego hematófago, que transmite o vírus pela saliva ao alimentar-se do sangue dos animais.

Para identificar a ação dos morcegos é preciso estar atento aos sinais de sugaduras nos animais. Os morcegos costumam agir mais de uma vez no mesmo animal e local onde atacaram.

Anselmo, explica que o bovino não transmite diretamente a doença para o homem. “O boi desenvolve a doença e morre. No entanto, o contato da saliva do animal, seja cão ou gato ou mesmo do boi, com a pele ferida de uma pessoa poderá contaminá-la. Por isso é necessário todo cuidado e qualquer manipulação do animal, inclusive, deve ser feito com luvas. Uma mordida do cão com a doença também afeta o homem e não tem cura, leva a óbito”.

O vírus da raiva herbívora não afeta todas as espécies de morcegos, somente a dos hematófagos. Eles só procriam uma vez ao ano, portanto, não se disseminam com tanta rapidez, o que torna possível o controle da doença.

Orientações

O animal contaminado apresenta sintomas como apatia, isolamento do restante do rebanho, agressividade, andar cambaleante, dificuldade para engolir líquidos, paralisia dos membros, e outros.

O controle da raiva dos herbívoros se dá com a vacinação preventiva do rebanho. O Indea realiza o controle populacional do morcego hematófago, com a captura dos morcegos nas propriedades.

O Indea alerta para que os produtores comuniquem a vacinação do rebanho bovino contra raiva, nos escritórios do Instituto, e em casos de suspeita, recomenda-se isolar o animal do restante do rebanho, nunca manipular o animal, comunicar a suspeita ao serviço sanitário oficial e procurar a Secretaria Municipal de Saúde.

Fonte: Nativa News (24-01-2020)

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