O setor mineral do Estado de Mato Grosso

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O Estado de Mato Grosso hoje é considerado destaque nacional no agronegócio, ate poucas décadas atrás era conhecido por outras riquezas: ouro e diamante.

A mineração que foi a primeira atividade geradora de divisas para Mato Grosso, hoje busca novo modelo de atuação voltada para anteder as demandas socioeconômicas do estado, com projetos direcionados para desenvolvimento da exploração da exploração mineral e de indústria de transformação, dentro de padrões de sustentabilidade.

O Estado é grande importador de insumos agrícolas (fósforo, potássio, nitrogênio, enxofre), de rochas ornamentais (granitos, mármores, etc), de produtos cerâmicos (pisos, azulejos, vasos sanitários, pias, etc).

Mato Grosso tem potencial para bloquear depósitos economicamente viáveis dos bens minerais, acima citados, dependendo para isso de mapeamentos geológicos básicos e de detalhe, viabilizando a diversificação da produção industrial do Estado, hoje totalmente dependente de quatro setores primários ligados ao agronegócio (soja, milho, algodão e gado) e do setor terciário.

Nas ultimas duas décadas, grandes depósitos minerais foram e estão sendo descobertos no Estado, a exemplo do deposito de Zinco de Aripuanã, um dos maiores do Brasil, deposito de Níquel em Comodoro, depósitos de ferro em Juína e Cocalinho, depósitos de manganês em Juara e Guiratinga, depósitos de fosfato em Mirassol D´Oeste, Cáceres e Planalto da Serra, depósitos de Rochas Ornamentais e outros.

No setor de Geoturismo, destaque-se: o cinturão geotermal que abrange os municípios de Santo Antônio do Leverger (Serra de São Vicente), Jaciara, Juscimeira, São Pedro da Cipa, Poxoréu, General Carneiro e Barra do Garças; o Domo Araguainha – Ponte Branca (maior Cratera de Impacto de Meteorito da América Latina); o Sitio Pedra Preta (Paranaita) e as Cachoeiras e Cavernas da região de Chapada dos Guimarães, etc. Estes sítios precisam ser melhores estudados e divulgados no âmbito estadual, nacional e internacional, para incrementar o turismo em Mato Grosso.

Nos últimos dias tem sido noticiada a extinção da METAMAT, empresa do governo que há décadas, dentro das suas limitações, responde pela execução da politica mineral do estado. No nosso entendimento, para acompanhar a evolução da atividade mineral e planejar politicas publicas para o setor, o Estado precisa reestruturar a empresa, que já conta com um quadro qualificado e memoria técnica consolidada.

Atenção deve ser dada a escolha de gestores comprometidos com o setor mineral, que tenham uma visão ampla da importância da mineração para geração de empregos e desenvolvimento socioeconômico. Para exemplificar, dados do DNPM nos últimos quatro anos, comprovam a geração de aproximadamente 40 mil empregos diversos.

Fonte:GECOM/Crea-MT

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